á lá vai algum tempo, é certo.
E depois deste «algum tempo», chega-se à marca de 200 textos... mais dois.
Eh pá, pois. Distraí-me.
Pois foi. E para dizer a verdade nem foi a minha consciência que despertou para tal efeméride. Mas, avancemos.
Estamos a avançar.
É verdade que o
post 200 é importante. No entanto, o texto 202 é ainda mais importante e fascinante. Desde logo, porque ninguém assinala os
posts ou textos 202, mas pelo contrário, preferem sempre o 200. Não percebo a razão de tal facto. A partir de agora vou começar a assinalar os
posts que me apetecer. Assinalarei o 2o9, o 220 e ainda o 103.
Mas, o 202 é que é a cena.
202 textos (um silêncio que faz eco no consciente e diz qualquer coisa como: «S
e tivesses alguma coisa de jeito para fazer, isso é que era, ah?»).
Não procuro repetir o
texto-marca como aquele que escrevi para assinalar o
post 100. Primeiro, porque é lamechas e segundo, porque me faltam as ideias decentes para
aqui colocar. Se bem que poderia
aqui explanar muitas das ideias pouco simpáticas e... badalhocas que fazem o favor de povoar a minha mente pouco crente no transcendente. No entanto, seria extremamente desagradável para o
post 202.
Ele merece melhor que isso.
Equacionei vários cenários para o texto 200 do Terra...
vai na volta e esqueço-me dele. É indecente. Portanto, escrever o 202 quando deveria ser o 200 é mais constrangedor do que aquilo que possa aparentar. Nenhum desses cenários respondia às exigência dos anteriores 200 textos do blogue. Poderia muito bem recorrer a uma das muitas reflexões metafísicas que tenho o prazer de desenvolver com a minha avó, mas isso seria pouco criativo.
Já fiz isso.
Ainda estou para perceber como é que contínuo a alimentar este bicho que dá pelo de blogue. Certamente o motivo deverá passar por aquela máxima sobre a realização masculina:
1. Plantar uma árvore;
2. Ter um blogue;
3. Fazer um filho.
Ora, se são estes os princípios orientadores da realização da condição masculina, posso dizer que tenho o assunto bem encaminhado, já que duas das condições foram cumpridas.
A aloé vera conta como planta, não conta? Pronto. Afinal, plantei uma
aloé vera.
É rigorosamente verdade.
Mais.
Eu possuo uma
aloé vera e posso dizer que sou a mesma pessoa. Já deitei do liquído da
aloé vera nos iogurtes mas aquilo fica com um sabor pouco recomendável para pessoas mais sensíveis. Depois experimentei colocar uma folha de
aloé vera junto com a roupa dentro da máquina de lavar. Não façam isso, pelo menos se a roupa for vossa. Também já expremi uma folha da minha
aloé vera para dentro de um copo com água e em seguida ingeri aquela mistela. Passado 26 minutos estava a escrever neste mesmo blogue, mais precisamente no dia 24 de Abril de 2008. Dia de nascimento do Terra.
Lá vai mais de um ano.E assim nasceu o Terra. Ou seja, tudo se deve à minha
aloé vera. Presumo que será também ela que me auxiliará a cumprir a terceira parte dos mandamentos masculinos. Fazer um filho com
aloé vera.
Lembram-se daquela barra lateral preta que aqui esteve durante um longo período de tempo?Era horrível. É sintomático do meu péssimo gosto. Essa foi a grande mudança estrutural pela qual o blogue passou nestes 202
posts. Por isso, não perderam nada.
Já ninguém se lembra daquela barra lateral completamente... feia. A par desta única alteração estrutural estiveram alguns logos que marcaram presença aqui no Terra - todos de grande qualidade, desde logo porque não são da minha autoria, facto esse que pode ser comprovado facilmente olhando uma vez e meia para o logo actual. Por isso, aqui fica a merecida referência ao Smolaensky pela ajuda nos aspectos gráficos do Terra.

Para terminar deixo aqui algumas linhas de alguém que lê o blogue desde o seu início... ou pelo menos eu quero acreditar que sim:
«Pediste para "escrever algumas palavras sobre o teu blogue para assinalar os 200 textos" - palavras tuas - e
sabes o que respondi logo? Nem penses! Ao que agora se junta o facto de ser o 201. Ora, isso revela bem a estima que nutres por todas as pessoas, mas por mim em particular.
Como se o 200 e o 201 fossem a mesma coisa... Está bem, está.
Vamos lá escrever sobre o teu blogue. Confesso que por intencionalidade sou capaz de ter lido todos, ou senão todos, a grande maioria dos
posts que colocaste. No geral, poderia dizer que escreves sobre o que marca a actualidade, sobretudo a nacional, mas também de uma vaga a dizer mal do mundo.
E que Mundo! Apesar de ser verdade, não direi isso porque seria demasiado redutor e nada catalisador de mais visitas futuras minhas. Mas, dizer algo sobre algo construído. Esse algo que ganha contornos significativos no encontro do actual com o olhar crítico; das ligações com o humor próprio; da ironia com os seus perigos escondidos na simples complexidade deste nosso Portugal; da criação com uma escrita directa e regular marcada por... não sei bem o quê, se calhar não é assim tão regular.
Ups, era suposto continuar a dizer bem. Enfim, todos esses encontros são possíveis no Terra.
Parabéns pelos 200 textos + 1, cheios de bom humor, crítica e momentos mais pessoais - poucos, mas de pouco em vez lá surgem».
Nanri, 19 de Agosto, 2009.Epá, as coisas que tu andas a ler.
E isso é o quê? Eu tenho que ler esse livro!
E assim
ficamos por hoje. Vou ali pagar a esta colega e sou capaz de ficar por lá.
Obrigado a todos que, apesar da parvoíce e palermice que aqui escrevo, continuam a ler. S
e pudesse beijavo-os a todos.
p.s. O que era o 201, é afinal e na verdade o 202. Um pormenor.