Quarta-feira, Setembro 30, 2009

Contra o Realismo Mágico

O livro do momento de Roberto Bolaño.

Com histórias que carregam a meta-criação, constituindo uma obra profunda e de dura compreensão apaziguada pelo realismo latino.

Exige tempo com tempo.

Terça-feira, Setembro 29, 2009

O assessor de Cavaco Silva tem Esquizofrenia

Tenho a sensação que estou a ser escutado neste mesmo momento...

Sabem aquela sensação de que está alguém a ouvir o que estamos a dizer? Sabem?

Pronto. Não tem nada a ver.
Não é isso!

De igual forma o assessor de Cavaco Silva julgava sentir isso e acabou parcialmente despedido. No meu caso é diferente. Eu não posso ser despedido, porque também não tenho quem me empregue. Por isso, posso dizer que estou a ser escutado à vontade.

E quem diz «ter a certeza absoluta de estar a ser escutado», também diz: «hãa isto hoje está calmo, e se... não não! Isso seria extraordinariamente estúpido. Mas, e se... está bem. Escuta, não ouves a transmissão do sinal do microfone que se encontra mesmo debaixo da secretária na ranhura da gaveta pela qual desliza quando aberta? Hã? Chama aí um jornalista do Público».

É a mesma coisa.

Por isso, acho que alguém está a espiar-me. Alguém está a ouvir o som das teclas do Mac a bater enquanto escrevo isto.

Olhem, ouviram?

Para hoje o Presidente da República tem marcada a tão esperada declaração ao país. Iupi! Cavaco Silva consegue ter este poder que é parar o país quando bem lhe apetece e colocar todos a olhar para a televisão. O nosso PR já conseguiu fazer comunicações ao país em tempo de férias e não foi por isso que perdeu audiência. Cavaco por norma não diz muito quando comunica, no entanto, tem este poder de mobilizar as pessoas a ouvi-lo.

Tenho para mim que Cavaco Silva daria um bom apresentador de um programa televisivo matinal.

Audiências não seriam problema.

E pronto, estamos conversados por hoje. Tenham um bom dia e mais logo assistam ao 'programa' do PR, Cavaco Silva. Combinado?

Tudo de bom.

Domingo, Setembro 27, 2009

No final todos venceram

E pronto.

Mas, então era só isto? Andamos um mês a falar e a esperar tão ansiosamente pelo grande dia 27 de Setembro de 2009 e o que aconteceu?

Um eclipse? Não.

Acabou a noite eleitoral.
Vamos dar dois "Vivas", vamos? Hã?
Não?

Está bem. Não damos "Vivas".

As noites eleitorais são sempre recheadas de vitórias e menos derrotas do que aquelas que, em condições normais, poderiam existir. Para que certos partidos obtenham vitórias, seria necessário que outros saíssem derrotados, certo? Errado. Seria certo se as eleições fossem nas Ilhas Salomão, mas em Portugal é possível a todos os partidos obterem vitórias próprias que melhor servem os propósitos tácitos partidários.

Enquanto uns reclamam a vitória inscrita no número de votos absolutos, já outros prosseguem o caminho da vitória sustentada na anulação de uma maioria que fugiu para partidos de maquinaria mais reduzida que, agora, vê aumentadas as suas dimensões. Ora, isto leva a quê? A mais vitórias. Vitórias à direita e à esquerda.

Todos venceram, todos felizes. Assim é que estão bem.

Os discursos políticos enfatizados e apoiados com máquinas oleadas numa entrada de um qualquer hotel lisboeta são reveladores que de certa maneira as vitórias almejadas foram conseguidas. A julgar pelo que foi dito.

E agora? As autárquicas.

Mais 15 dias de campanha. Mas, menos vitórias. Ou não?

Talvez.

Sábado, Setembro 26, 2009

Aquele dia

Olá colegas do imenso espaço blogosférico que teima em não parar de se reproduzir,

Como vão as coisas por aí?
Por aqui, posso dizer que está bom tempo meteorológico. Mas, parece que este sol de Outono está a 'puxar' trovoada.
Trovoada, raios e relâmpagos e tudo mais que faça luz e barulho.

Hoje é aquele dia em que nos impõe uma reflexão sobre... política. Dia para reflexão.

Já reflectiram?

Vamos à reflexão.
Silêncio que precisamos de reflectir.

Reflictamos sobre o essencial.

E vamos lá a despachar isto das reflexões e das eleições porque eu quero saber porque razão afinal o Presidente da República tem assessores com uma imaginação muito fértil que acabam despedidos.

E muito tempo livre.

Assessores com muita imaginação e muito tempo livre também.

Demasiado talvez.

Era só isto.

Quinta-feira, Setembro 24, 2009

Outra vez?

38 vezes.

Certamente estarão recordados daquela simpática senhora que orgulhosamente se apresentava como sendo a recordista no número de sanções por condução sem carta - na altura, eram 37.
Pois é. Eram.

Ela voltou a atacar.

Depois da condenação pelo Tribunal de Coimbra a 1 ano de prisão efectiva no início deste mês, a mesma condutora resolveu, e antes de cumprir a pena de prisão, fazer-se à estrada. E imaginam o que aconteceu?

Exacto.

Foi de novo apanhada pela PSP de Coimbra por conduzir sem carta de condução. Resultado? Nova detenção e julgamento marcado para dia 23 de Outubro. No entanto, há aqui algo extremamente confuso na cabeça desta condutora. Será que ela sabe que foi condenada a um ano de prisão por condução sem habilitações no passado dia 10 de Setembro? Alguém que lhe diga. A senhora 'condutora' é capaz de não conhecer a ordem judicial.

Por outro lado, há igualmente uma acção conjunta por partes das autoridades de Coimbra que não estão a facilitar nada a vida a esta senhora. Pelas notícias que se podem ler, a desculpa desta condutora é sempre a mesma. Isto é, no momento da ordem de paragem pela PSP de Coimbra, ela diz sempre que está a dirigir-se para uma aula de código na escola de condução. Ora, há 20 anos que é autuada, o que dá o belo número de 38 as vezes em que foi apanhada sem carta. Assim sendo, parece-me que as autoridades de Coimbra não estão a permitir que a senhora tenha essa aula de código. Sempre que para lá se dirige é detida!

Contudo, há um outro aspecto que é necessário explicar a esta senhora de Coimbra. Então desculpa-se sistematicamente com a ida às aulas de código na escola de condução? Existe aqui qualquer coisa que não está no seu lugar. Parece que a ordem das etapas foram invertidas no processo de obtenção de carta. Mas, então agora um aluno vai para a escola de condução para ter aulas de código a conduzir a sua viatura? No meu tempo não era assim. Era mais ou menos assim:

Por norma (se bem que isto das normas é discutível dadas as circunstâncias), primeiro tira-se o código da estrada, depois a prática desse código com aulas de condução, numa terceira etapa realiza-se um exame e só depois de ter uma licença de condução é que aí sim, pode-se conduzir o veículo para o qual está habilitada.

Estamos entendidos, senhora?

Gosta da vida na prisão? Hã?
Não parece nada.

Quarta-feira, Setembro 23, 2009

A aloé vera, A fibra e a TVI

Longe vão os tempos em que tudo tinha aloé vera.

Desde os detergentes para a roupa, iogurtes, produtos de beleza - sobretudo os femininos - águas minerais e outras menos minerais, telemóveis com aloé vera (mesmo). Enfim tudo de um pouco tinha aloé vera.
Até eu tinha um vaso com uma planta que apesar de não ser uma nativa, eu apelidei-a de aloé vera.

E agora? O que se seguiu?

A fibra.

Tudo tem fibra.

Águas de uma serra qualquer deste país, os iogurtes que tanto regulam o trânsito, os mesmos detergentes para a roupa e os produtos de beleza que rejuvenescem através de fibras de colágeno. Tudo tem fibra.

A fibra chega mesmo aos pacotes de Tv por cabo.
Vou substituir o meu vaso de aloé vera por uma plantação de fibras.
Mas, fibras boas. Daquelas fibras que regulam o trânsito, que rejuvenescem o fígado e me faz chegar Tv por cabo e internet a velocidades impressionantes.

--
Quando uma pessoa julga que já viu as questões mais bizarras e irracionais alguma vez feitas num qualquer programa televisivo, é que surge mais uma. A pergunta mais parva que poderia ser feita num programa da tarde da TVI foi mesmo feita para espanto de muitos... ou então, poucos.

Pergunta: «Quantas gramas pesa o livro 'A pedra filosofal'?»

Opções de resposta: «A. 293g ; B. 295g ; C. 298g »

Isto aconteceu mesmo.
Dá que pensar sobre o caminho que trilha a TVI..., sobretudo de tarde.

Até mais logo, ou mesmo logo, mas é aquele logo que só vem depois da noite de logo.

Terça-feira, Setembro 22, 2009

Ter fome com higiene


A ASAE, essa polícia contemporânea que percorre o país, encerrou na semana passada a cantina da Santa Casa da Misericórdia de Faro.

Motivo?

Duas ou três batatas no chão da cozinha.

Esta cantina servia por dia cerca de 500 refeições aos mais desfavorecidos e sem-abrigos da região que por estes dias não poderão usar a mesma cantina.

Caso para dizer, se tiverem fome, que seja com higiene.

E se a ASAE fosse para as Filipinas à procura de cobre? Ah?
Isso é que era.

Até mais ver.

Segunda-feira, Setembro 21, 2009

O Ronaldo da Publicidade


Olá companheiros da blogosfera,

É Setembro não é? Pois, são mesmo aqueles dias de Setembro em que não sabemos muita coisa acerca da vida.

Já repararam que o mundo da publicidade em Portugal está alterado?

Já?

Motivo? Marco Paulo.

O popular cantor invadiu o mundo da publicidade, sobretudo o televisivo e logo a anunciar dois produtos que nada têm em comum. Ora, anuncia aparelhos auditivos ao som da «Nossa Senhora», ou então apregoa produtos que combatem o colesterol ao som do seu «Maravilhoso coração».

Ora, tendo em linha de conta o vasto reportório musical de Marco Paulo, podemos ver que há músicas suficientes para mais publicidade. Talvez possamos ouvir esse magnífico EP que é o «Morena Morenita» enquanto é anunciado um novo bronzeador para as senhoras. Ou então, o sempre electrizante «Eu tenho dois Amores» numa publicidade em que se anuncia uma cerveja ao mesmo tempo que passa um jogo de futebol na Tv que decide o título nacional.

Dois Amores Morenos.

Por hoje é tudo e já é muito.
Tenham cuidado lá fora e fechem bem a porta mas não se esqueçam da chave lá dentro.

Domingo, Setembro 20, 2009

Backspacer

Cheira a novo.

Um investimento seguro certamente.

Foi só um susto


Durão Barroso - ou José Manuel Barroso para os europeus mais próximos - foi reeleito na presidência da Comissão Europeia.

Ufffaaaa...
É que por momentos pensei que voltaria a Portugal.

É que ele ainda ameaçou que poderia voltar para Portugal caso não fosse reeleito.

Pronto, já passou. Apenas, um susto. Só isso.
Não incomodará nos próximos 5 anos.

Até breve.

Quinta-feira, Setembro 17, 2009

Sinfonia 200 + 2


Já lá vai algum tempo, é certo.
E depois deste «algum tempo», chega-se à marca de 200 textos... mais dois.

Eh pá, pois. Distraí-me.

Pois foi. E para dizer a verdade nem foi a minha consciência que despertou para tal efeméride. Mas, avancemos. Estamos a avançar.

É verdade que o post 200 é importante. No entanto, o texto 202 é ainda mais importante e fascinante. Desde logo, porque ninguém assinala os posts ou textos 202, mas pelo contrário, preferem sempre o 200. Não percebo a razão de tal facto. A partir de agora vou começar a assinalar os posts que me apetecer. Assinalarei o 2o9, o 220 e ainda o 103.

Mas, o 202 é que é a cena.

202 textos (um silêncio que faz eco no consciente e diz qualquer coisa como: «Se tivesses alguma coisa de jeito para fazer, isso é que era, ah?»).
Não procuro repetir o texto-marca como aquele que escrevi para assinalar o post 100. Primeiro, porque é lamechas e segundo, porque me faltam as ideias decentes para aqui colocar. Se bem que poderia aqui explanar muitas das ideias pouco simpáticas e... badalhocas que fazem o favor de povoar a minha mente pouco crente no transcendente. No entanto, seria extremamente desagradável para o post 202.

Ele merece melhor que isso.

Equacionei vários cenários para o texto 200 do Terra... vai na volta e esqueço-me dele. É indecente. Portanto, escrever o 202 quando deveria ser o 200 é mais constrangedor do que aquilo que possa aparentar. Nenhum desses cenários respondia às exigência dos anteriores 200 textos do blogue. Poderia muito bem recorrer a uma das muitas reflexões metafísicas que tenho o prazer de desenvolver com a minha avó, mas isso seria pouco criativo. Já fiz isso.
Ainda estou para perceber como é que contínuo a alimentar este bicho que dá pelo de blogue. Certamente o motivo deverá passar por aquela máxima sobre a realização masculina:

1. Plantar uma árvore;
2. Ter um blogue;
3. Fazer um filho.

Ora, se são estes os princípios orientadores da realização da condição masculina, posso dizer que tenho o assunto bem encaminhado, já que duas das condições foram cumpridas. A aloé vera conta como planta, não conta? Pronto. Afinal, plantei uma aloé vera.

É rigorosamente verdade.

Mais.

Eu possuo uma aloé vera e posso dizer que sou a mesma pessoa. Já deitei do liquído da aloé vera nos iogurtes mas aquilo fica com um sabor pouco recomendável para pessoas mais sensíveis. Depois experimentei colocar uma folha de aloé vera junto com a roupa dentro da máquina de lavar. Não façam isso, pelo menos se a roupa for vossa. Também já expremi uma folha da minha aloé vera para dentro de um copo com água e em seguida ingeri aquela mistela. Passado 26 minutos estava a escrever neste mesmo blogue, mais precisamente no dia 24 de Abril de 2008. Dia de nascimento do Terra. Lá vai mais de um ano.
E assim nasceu o Terra. Ou seja, tudo se deve à minha aloé vera. Presumo que será também ela que me auxiliará a cumprir a terceira parte dos mandamentos masculinos. Fazer um filho com aloé vera.

Lembram-se daquela barra lateral preta que aqui esteve durante um longo período de tempo?
Era horrível. É sintomático do meu péssimo gosto. Essa foi a grande mudança estrutural pela qual o blogue passou nestes 202 posts. Por isso, não perderam nada. Já ninguém se lembra daquela barra lateral completamente... feia. A par desta única alteração estrutural estiveram alguns logos que marcaram presença aqui no Terra - todos de grande qualidade, desde logo porque não são da minha autoria, facto esse que pode ser comprovado facilmente olhando uma vez e meia para o logo actual. Por isso, aqui fica a merecida referência ao Smolaensky pela ajuda nos aspectos gráficos do Terra.


Para terminar deixo aqui algumas linhas de alguém que lê o blogue desde o seu início... ou pelo menos eu quero acreditar que sim:

«Pediste para "escrever algumas palavras sobre o teu blogue para assinalar os 200 textos" - palavras tuas - e sabes o que respondi logo? Nem penses! Ao que agora se junta o facto de ser o 201. Ora, isso revela bem a estima que nutres por todas as pessoas, mas por mim em particular. Como se o 200 e o 201 fossem a mesma coisa... Está bem, está.

Vamos lá escrever sobre o teu blogue. Confesso que por intencionalidade sou capaz de ter lido todos, ou senão todos, a grande maioria dos posts que colocaste. No geral, poderia dizer que escreves sobre o que marca a actualidade, sobretudo a nacional, mas também de uma vaga a dizer mal do mundo. E que Mundo! Apesar de ser verdade, não direi isso porque seria demasiado redutor e nada catalisador de mais visitas futuras minhas. Mas, dizer algo sobre algo construído. Esse algo que ganha contornos significativos no encontro do actual com o olhar crítico; das ligações com o humor próprio; da ironia com os seus perigos escondidos na simples complexidade deste nosso Portugal; da criação com uma escrita directa e regular marcada por... não sei bem o quê, se calhar não é assim tão regular. Ups, era suposto continuar a dizer bem. Enfim, todos esses encontros são possíveis no Terra.
Parabéns pelos 200 textos + 1, cheios de bom humor, crítica e momentos mais pessoais - poucos, mas de pouco em vez lá surgem».

Nanri, 19 de Agosto, 2009.

Epá, as coisas que tu andas a ler. E isso é o quê? Eu tenho que ler esse livro!

E assim ficamos por hoje. Vou ali pagar a esta colega e sou capaz de ficar por lá.
Obrigado a todos que, apesar da parvoíce e palermice que aqui escrevo, continuam a ler. Se pudesse beijavo-os a todos.



p.s. O que era o 201, é afinal e na verdade o 202. Um pormenor.

Quarta-feira, Setembro 16, 2009

37 vezes e um ano na prisão


Olá companheiros da blogosfera,

Como estamos hoje?
Parecem-me com óptima cara hoje. Isso é bom para mim. Gosto de pessoas com boa cara.

Viram aquela senhora que foi 'apanhada' 37 vezes a conduzir sem carta de condução? Ah?

Fantástico, não?

37 vezes.

E mais.

Ontem o Tribunal de Coimbra condenou-a a um ano de pena de prisão efectiva por considerar que a arguida «não mostrou qualquer tipo de arrependimento» pelos seus actos. Isto é de Homem, ou melhor, de alguém... pouco inteligente. Então, depois 37 vezes sancionada por condução sem habilitações, estavam à espera que a «pseudo-condutora» demonstrasse arrependimento?

Era isso, era.

Do género, a arguida demonstrava arrependimento pela sétima, décima terceira, décima nona e trigésima segunda vez em que foi apanhada sem carta de condução. O que lhe acontecia? Pois.

Já tirava a carta de condução... não sei, isto é se fosse eu. A senhora pode achar que conduzir sem carta de condução representa uma acção profundamente mais aliciante. Eu cá acho que não, mas também nunca conduzi sem habilitações.

Por hoje ficamos por aqui? É?

Pronto, ficamos.

Sábado, Setembro 12, 2009

Como sempre os vimos

«i»

Olá simpáticos colegas da blogosfera,

Acompanharam as entrevistas menos formais que a SIC levou a cabo, durante esta semana que agora termina, aos líderes dos maiores partidos na corrida às legislativas?

Sim?
E o que acharam?

Pois, já imaginava.

Mas, mesmo assim, gostei de ver a forma como Francisco Louça se movimenta nos autocarros da Carris e a forma ternurenta como Jerónimo de Sousa interage com os seus netos (nasceu mais um avô na política). No entanto, o que mais apreciei foi a entrevista a Paulo Portas. Desde logo, foi o único que levou a entrevista para onde ela deveria ir, ou seja, pouca política e mais espontaneidade. Na entrevista de Paulo Portas, gostei particularmente de conhecer a sua casa que, certamente tem um apoio especial das tintas CIN. A julgar pelas cores da casa...

Noutro registo, José Sócrates mostrou um lado que é capaz de se enternecer com... filmes. Mas, naquele momento não se lembrou de nenhum.

É..., pois.
Ficamos a saber também que o nosso PM não gosta de humor fácil ou piada brangeira e fez o favor de demonstrar o que é para ele humor sofisticado. Repararam que ele depois de contar a piada sofisticada... riu-se? Aquilo era uma piada sofisticada?

Talvez. Mas só pela guilhotina.

Não falta aqui alguém? Onde está a Manela? Não foi passada nehuma entrevista menos formal sobre Manuela Ferreira Leite. E eu pergunto porquê. Ora, então porquê? Ah?

Vamos lá a saber.

Então eu que queria tanto ver as porcelanas e as carpetes da líder social democrata e... nada.
Vimos as fotografias de família de Francisco Louça, os netos de Jerónimo de Sousa, as piadas sofisticadas de José Sócrates, os peixes do Paulo Portas. Diga-se que os peixes do Paulo Portas pareciam um pouco imóveis... E da líder do PSD? Onde estão as chávenas de chá? No armário à esquerda de quem entra? Ou naquele armário que tem uma inscrição que diz «chávenas de chá»?

Era preciso saber estas coisas e uma entrevista destas seria fundamental para decidir em quem votar. É como as paredes de casa do Paulo Portas ou o passe da Carris do Francisco Louça.

Por hoje é tudo. Não é muito, mas é de bom grado.
Se puderem, logo à noite há um momento interessante na Tv portuguesa. Dizem que é uma revista/musical. Não percam às 21h:15min com os líderes do PS e PSD como protagonistas.

Até breve.

Quinta-feira, Setembro 10, 2009

Esperem por nós

Olá companheiros da blogosfera,

Como vai isso?
O quê? Mas, já disse que nada tivemos que ver com a suspensão do Jornal de sextas da TVI.
Podem acreditar.

Ontem foi 09/09/09 e hoje estamos.
Então não era suposto tudo ter ido pelos ares? Seres abomináveis povoariam o planeta Terra e uma parte de Júpiter, mas aquela parte em que Júpiter tem televisão por cabo. Estes seres são indivíduos que gostam de ver Tv e... pagar a Tv por cabo. Nunca serei um entendedor de astronomia e, muito menos dos negócios da televisão por cabo.

Quando for grande quero ter um negócio de Tv por cabo. É uma mina sem fim.

No mesmo dia de ontem Portugal venceu na Hungria por 1-0 com a marca de Pepe. A toda poderosa Hungria foi massacrada perante o potencial futebolístico português. Ah? Aquilo é que foi.

Agora é que é. Agora sim.

Vamos a eles.

A África do Sul vai ver o que é jogar à bola como deve ser. Vamos chegar lá e limpar o Mundial.

Esperem por nós.
Ou então não... e ficamos mesmo por a ver a Espanha a jogar.

Terça-feira, Setembro 08, 2009

Comunicamos?


J
á fiz isto com uma vizinha minha e posso dizer que é brincadeira para correr bem no início, mas lá para o fim não termina como esperaríamos.

Pois, está mal.



Boas comunicações.

Pimenta na língua

Alberto João Jardim responde assim a um jornalista depois deste o questionar sobre o automóvel usado por Manuela Ferreira Leite na visita que esta fez à Madeira:

«Fuck them!».

É isso, é.

O facto de Jardim insultar alguém não é novidade. A nova está na língua em que o faz. João Jardim abandonou a língua de Camões e passou a insultar em estrangeiro.

Ora,... pois. Em estrangeiro o líder madeirense diminui ainda mais o número de pessoas que eventualmente o pudessem entender. E isso é positivo para a qualidade de vida dos portugueses.

Fico feliz por saber que o líder da Madeira domina o inglês... pelo menos a parte dos insultos. Aliás, tenho para mim que se há coisa que o líder madeirense domina é toda uma vasta gama de ofensas e insultos, mas agora em estrangeiro. É de salutar. E daqui mando uma saudação para o líder madeirense.

Deve ser dos ares da Madeira.
Depois do «Fuck you» de Joe Berardo, chega agora o «Fuck them» de João Jardim. As conversas na Madeira devem ser tão, mas tão interessantes... ou então não.

Até breve e já sem expressões madeirenses.

Assim não


Sabem quais são as palavras mais repetidas nos debates televisivos entre os líderes dos maiores partidos na corrida às legislativas?

Primeira palavra com uma frequência normal para o caso: «Sôutour».

Segunda palavra com uma frequência elevada sobretudo quando um dos intervenientes é Manuela Ferreira Leite ou Paulo Portas: «Pequenas e médias empresas».
Há uma variante adoptada pelo líder do PCP, Jerónimo de Sousa, para se referir a «Pequenas e médias empresas» que é 'Micro empresas'.

Uma variante, portanto.

Lá para o meio/fim do debate já se começa a ouvir «PME's» é que parecendo que não, dizer «Pequenas e médias empresas» 32 vezes por debate é brincadeira para deixar deputado exausto.

Se eu tivesse uma «Pequena e média empresa» ficaria extremamente grato com a preocupação dos líderes partidários, mas pedia-lhes para dizerem mais qualquer coisinha acerca disso.

É que «Pequenas e médias empresas» até eu sou capaz de dizer que, por norma digo pouca coisa acertadamente.

Até breve.

Segunda-feira, Setembro 07, 2009

Declaração de Intenções Sexuais


Olá às quatro pessoas que lêem este blogue,

Portanto, 'Olá' a mim, 'Olá' a ti irmã - desculpa obrigar-te a ler este blogue - 'Olá' à Sílvia e um último 'Olá' para quem se engana no monitor do Google e vem aqui parar sem saber muito bem como.

Depois de distribuídos os 'Olás' de hoje, vamos ao que interessa... ou não. Recentemente foi aprovada pela maioria do Partido Socialista e pelos votos doas partidos à esquerda a lei que regula a situação das pessoas em «união sexual fortuita, independentemente do sexo». Isto mesmo se poderia ler nas páginas do Jornal «i» da passada sexta-feira. Esta lei surge no seguimento do vazio legal existente sobre as uniões sexuais fortuitas e do aumento do número destas uniões.

Na prática esta lei implica algumas alterações substanciais a ter em conta antes de encetar uma «relação sexual fortuita». Desde logo, antes da relação é necessário escrever uma declaração de intenções que esclareça todos os aspectos inerentes à relação. Ou seja, a relação sexual deixa de ser meramente "sexual" para também ganhar contornos contratuais. Isto é de louvar já que anda para aí muita gente em «uniões sexuais fortuitas» sem se preocupar com algumas questões centrais dessa união, como por exemplo: Pagamento de hotéis; Objectos esquecidos no local da relação; Contactos posteriores à relação, entre outros. A partir de agora, tudo isto está acautelado com esta nova lei que obriga ao preenchimento da tal declaração e, que diz o seguinte em relação a objectos esquecidos: Se uma das partes da «união sexual fortuita» não contactar a outra nos dois dias seguintes ao início da relação, os objectos esquecidos no local onde foi praticada a relação, passarão automaticamente para a propriedade da outra parte da «relação fortuita».

Assim e numa primeira análise, julgo que é refrescante e de certa forma camufla os costumes, chamar «união sexual fortuita» a algo que não passa de... coito imprevisto. Numa segunda análise, é possível constatar que a obrigatoriedade do preenchimento desta declaração de intenções poderá representar um obstáculo à própria relação. Se a relação é «fortuita», logo não estava prevista, é acidental. Ora, se isto é verdade, alguém sairá de casa à noite com um preservativo no bolso e declaração de intenções noutro? Não me parece.

E mais.

Alguém acha que momentos antes de passar à parte interessante da «relação fortuita», afinal é para isso que ali estamos, qual a alma que vai assinar uma declaração que dirá qualquer coisa como:

«Eu, Carlos Aníbal Gomes dos Anjos, prometo que a seguir ao acto de cópula carnal com Ana Maria de Vasconcelos, pagarei todas as despesas do motel (e.g., permanência, champanhe, morangos, chocolate ...), sendo que os objectos que aqui ficarem passam para a propriedade da segunda ortugante sem um contacto nas próximas 48 horas ao acto de cópula entre o primeiro ortugante e segundo ortugante.

Mais se declara que é reconhecida ao segundo ortugante a faculdade de solicitar um contacto fortuito no futuro para o bem da relação que é fortuita, mas que de vez enqaundo pode renascer.

____________, ______ de 20___

__________________________ :::::: _________________________
(Primeiro Ortugante) ::::::::::::::::::::::::: (Segundo Ortugante) ».


Depois disto alguém ainda está com vontade de encetar uma «ralação sexual fortuita»?

Pois.
Se a coisa funcionar nestes termos, temo pelas «relações sexuais fortuitas».

Por hoje é tudo.
Até à próxima escrita fortuita.

Domingo, Setembro 06, 2009

Toma lá


Viva!

Um 'Olá' muito especial para quem lê este blogue. Por isso, Olá.
Para os restantes que não o lêem uma saudação ainda mais especial porque são pessoas de quem eu, manifestamente, não gosto.

Vamos lá? Vamos.

Foi-me atribuído selo blogosférico. Por quem? Quem? Pela Blogadinha, aliás se não fosse ela a minha vida na blogosfera era mais cinzenta do que a barba do Francisco George.

Ora, tenho que indicar uma música, filme, uma viagem e... uma outra coisa que não interessa nada e que eu farei o favor de não mencionar. No entanto, cada um destes itens têm que ser mágicos. Se há coisa que eu faço bem é indicar coisas mágicas... é vê-las desaparecer e não voltarem.

Música? Posso dizer que não tenho por hábito armazenar durante longos períodos de tempo no meu hipocampo e estruturas adjacentes (como a gaveta das meias), músicas que passam a ser "aquelas músicas". Mas, mesmo assim acredito que os meus ritmos fisiológicos alteram-se quando roda a «1979», a «Live forever» ou a «Pieces of me». Afinal não é isso que caracteriza "aquelas músicas"?

É seguramente.

Filme? Certamente alguns. No entanto, como é só um, posso indicar... dois. Match Point e Magnólia. Em relação a este último, é certo que não tinha idade suficiente para compreender a dimensão do filme aquando da sua estreia. Contudo, é agradável, agora, voltar a vê-lo e perceber as diferenças substanciais de interpretação que somos capazes de montar.

Viagem? É dífícil. Aquelas que são feitas dentro têm sempre um outro sabor até porque é mais fácil perder o Norte em Portugal do que na restante parte do Mundo. Eh pá, agora parecia o jornalista da SIC, «Todos os dias as notícias de Portugal e do resto do Mundo». Distraí-me. Ora, uma viagem? Pode ser a mais recente, Açores.

A coisa que não interessa? Até ao momento e nos próximos tempos em que conseguir movimentar-me por ordem da minha consciência, não usarei.

Como sempre altero as regras das dinâmicas que circulam na blogosfera. Desculpa Blogadinha, não é por mal. É falta de engenho.

Até breve se alguém assim o quiser.

Sexta-feira, Setembro 04, 2009

Um Agricultor, muito tempo livre


Olá caros colegas da blogosfera,

Para hoje temos o quê? Ora, temos um agricultor coreano com muito tempo livre na sua agenda, certamente.

Numa zona rural da Coreia do Sul existe um simples agricultor - Lee Si Kap - que consegue ver em casa 1500 canais de Tv. Nem mais, nem menos. São 1500 canais de televisão a toda a hora sempre que o agricultor assim o desejar. Para tal, Si Kap serve-se de 85 antenas parabólicas. Em rigor, tanta antena permite receber sinal de cerca de 100 países.

1500 canais de Tv.
É obra... e um agricultor com demasiado tempo livre, até porque ele refere que as instala para entreter a sua esposa que rejeita a vida rural, mas também procura sinais de vida extraterrestre.

Ora, pois... era mesmo isso que eu fazia com 85 antenas plantadas no cimo de casa: Procurava sinais de vida extraterrestre. Evidentemente.

Si Kap diz que adora o basebol japonês, o folclore da Rússia, as religiões do Nepal, o Big Brother islandês ou a sempre excitante vida dos leões marinhos no fundo do Oceano Pacífico... mas então, os debates parlamentares às quartas-feira à tarde na AR? E a tabela da Maya? E a Liga Portuguesa de Futebol? Não me digam que não capta a SporTv? Ah, é por causa do fuso horário.
Não quero acreditar que este agricultor coreano sai para a sua horta, de manhã, sem ver a tabela da Maya. Depois vem dizer que as cenouras não crescem. Pois não! Consultando a tabela da Maya, ele ficaria a saber que não é boa altura para desenvolver novas iniciativas, sobretudo em tempos em que o passado, presente e futuro lutam pela supremacia (Ah?! Nunca falha). Por isso, seria melhor plantar milho, já que tem ascendente em Leão e isso deverá quer dizer alguma coisa deveras interessante para a plantação de milho e cenouras. É do conhecimento geral, que jamais se planta cenouras com ascendente em Sagitário.

Faz mal à raiz.


Muito mal.


Atrofia os vegetais.

Mas, tirando isso, imagino que Lee Si Kap não deixe passar um 'Você na Tv' sem lhe deitar olho.

Até breve e tomem cuidado lá fora.

Vamos fechar a varanda


Olá companheiros blogosféricos,

Vai arrancar este mês uma campanha contra as marquises, a grande maioria ilegais, espalhadas por esse país.

Motivo? Estética.

Campanha esta que se estende às caixas de ar condicionado e aos típicos estendais com roupa nas janelas, nos quais se podem ver algumas peças extremamente curiosas sob o ponto de vista artístico. São peças à janela penduradas que por vezes podem pingar, pois estão a secar. É aborrecido para quem passa na rua. Mas, mais aborrecido são as pombas.

Eh pá, pombas são piores que a roupa à janela ou as caixas de ar condicionado.

Por agora é tudo. Vou ali e sou capaz de por lá ficar, por isso até logo... ou talvez não.

Quinta-feira, Setembro 03, 2009

Pulido Valente às Quintas

Suspenso.
Assim está o Jornal de Sexta da TVI por ordem da Administração da mesma estação. Bendita alma iluminada.

Adiante.

No entanto, a mais curiosa réplica desta suspensão do Jornal da TVI veio de Vasco Pulido Valente. Ora, o comentador político não foi de modas e diz: «Se não sirvo para comentar à sexta no Jornal, também não sirvo para comentar às quintas». Em rigor, Pulido Valente não comentará mais no programa "Roda Livre" do TVI24, já que não serve para comentar no Jornal das sextas.

A mim parece-me que o Vasco P. Valente levou as coisas demasiado a sério. É tudo uma questão de dias. É que às sextas-feiras não dá jeito às pessoas ouvi-lo. Apenas isso, não dá jeito. Às quintas-feiras é diferente. Primeiro, o Vasco comenta no TVI24 e só vê quem pode e quem, seguramente, não tem nada para fazer nos próximos 15 dias; Segundo, com esta medida parece que o Pulido Valente amuou. E se há coisa feia é amuar com idade que ele tem.

Se não posso comentar à sexta, também não comento à quinta! Nhã nhã nhã. Não saio daqui enquanto não me derem o Action Man astronauta.

Como diria Pulido Valente: «É estúpido!».

Mas o que é que é "estúpido"?

Pulido Valente: «Tudo! Tudo é estúpido».

Ok, Vasco. Vemo-nos por aí... ou então deixa estar.

Até breve.

Avenida Manuel Pinho

Viva!

Como estão hoje?
Não me respondem?! Ai, não?
Depois eu é que não gosto de vocês.


O que temos hoje? Manuel Pinho. O ex-ministro de Sócrates (não é esse do deserto. É aquele ministro que confundiu a AR com o Campo Pequeno. Exacto, é esse) irá ter uma avenida com o seu nome em Paços de Ferreira.

Ora..., pois. Está certo.

Uma palavra começada por F... - Fantástico. Se há coisa que um ex-ministro deve almejar é ter uma rua em Paços de Ferreira com o seu nome, sobretudo este ministro que tanto fez para mostrar a Bernardino Soares (deputado do PCP) a qualidade relação conjugal que este tinha em casa.

Já viram o que é? Avenida Dr. Manuel Pinho. É outra coisa. Até parece que estamos a falar de outra pessoa.

Nesta onda de homenagem a Manuel Pinho, julgo ser mais do que justificado atribuir o nome dele a uma praça de touros que vai abrir proximamente... Ai não vai abrir? Não, a sério?! Pronto, não há praça de touros, ficamos só com a avenida. É pena. Dava um nome engraçado para uma praça.

A inauguração da avenida é hoje pelas 18 horas. Estão todos convidados. Eu não vou puder estar presente, pois tenho ali umas... (não acredito que me esqueci do nome daquilo)... cenas para fazer.

Até mais ver.